domingo, 2 de maio de 2010

Carne seca David


Não me lembro da última vez que cozinhei tão "no escuro". A história é que a Helena combinou de vir almoçar hoje comigo, mas não gostou da sugestão de peito de frango enrolado com presunto de parma que eu fiz. Disse que não gosta de frango e nem quis saber do "prosciuto". Preferiu trazer uma carne seca que havia comprado.

Eu nunca havia cozinhado carne seca antes, mas como seríamos só nós dois, não haveria problema, se desse errado. Eu sempre tenho um "back-up" para situações assim. Só que o Luiz Márcio passou aqui antes de ir fazer sua corrida matinal e disse que também viria para o almoço. Aí já éramos três pessoas para almoçar. Já começava a ficar mais sério. Além de tudo, como ontem, feriado do dia do trabalho, misteriosamente, todos os supermercados estiveram fechados, hoje foi impossível comprar algo diferente, pois as filas desanimavam qualquer cristão. O negócio era cozinhar com o que houvesse em casa.

Enquanto a Helena não chegava, fiquei pensando de que forma poderia usar a carne seca e cheguei à conclusão que o melhor seria "mascará-la" em outras preparações, de forma a que fosse mais difícil arruinar um prato por excesso de sal. Quando ela chegou, felizmente, já havia dessalgado a carne, mas continuei com meu planejamento, já que ela também não tinha nenhuma sugestão. No final das contas, a coisa até que ficou acima do que se poderia esperar, e até resolvi postar a "receita".

INGREDIENTES

  • 500g de carne seca
  • um pote de nata ou creme de leite fresco
  • 100g de queijo parmesão ralado
  • uma lata de tomate pelado
  • cebola, alho e pimenta a gosto.


MODO DE PREPARAR

Pique a carne seca e coloque-a para cozinhar em água, na panela de pressão. Dez minutos depois que começar a soltar vapor são suficientes. Escorra e reserve.

Refogue alho e cebola, à vontade, sobre azeite de oliva. Junte uma lata de tomates pelados e deixe cozinhar até dissolver todo o tomate. Pode ajudar com uma colher. Adicione pimenta malagueta a gosto e continue a cozinhar. Isso deve demorar cerca de 20 minutos.

Junte a carne seca cozida e escorrida e cozinhe mais algum tempo. Cerca de 10 minutos, mexendo para incorporar tudo. Em seguida, coloque em um refratário que possa ir à mesa, cubra com o creme de leite misturado com o parmesão ralado e leve ao forno para gratinar.

Sirva com arroz branco, batatas ao murro e acompanhe com um bom vinho. O vinho do dia foi o Norton Tempranillo, que esteve perfeito!

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Queijo da Canastra curado no azeite de oliva

Eu nem ia fazer este post, pois a tônica do David são as receitas simples, fáceis e, se possível, baratas. E, na verdade, esta preparação é difícil, não pela complexidade da elaboração, mas pela raridade de seu principal ingrediente, o queijo da Canastra.

Por outro lado, o processo é tão ridiculamente simples, que resolvi descrevê-lo, pois quem se interessar pode fazer as adaptações necessárias. Vamos lá, portanto.

INGREDIENTES

  • 1 queijo da Canastra ou do Serro
  • 1 litro de azeite de oliva extra-virgem e de baixa acidez
  • pimenta calabresa a gosto
  • orégano a gosto

MODO DE PREPARAR

Lave e seque muito bem um queijo de bom tamanho e altura. Coloque-o em um recipiente fundo e cubra-o completamente com azeite de oliva. Adicione a pimenta calabresa e guarde em local protegido e escuro por, no mínimo, um mês. Vire o queijo algumas vezes nesse período, verificando que nenhuma parte dele fique de fora do azeite.

A partir de 8 ou 10 dias, a gordura do queijo começará a sair, sendo substituída pelo azeite. Deve-se retirá-la, sempre que possível.

Havendo paciência de deixar a preparação em repouso por mais de um mês, pode-se deixá-la. Aliás, deve-se. Quanto mais tempo durar a cura, melhor o resultado.

Antes de cortar e servir o queijo, drene-o totalmente e coe o azeite, que poderá ser reutilizado. Salpique mais pimenta calabresa e orégano sobre o queijo e sirva junto com o azeite, que estará com o aroma do queijo. Um bom Merlot ou Carménère e pão francês fresquinho são os acompanhamentos ideais.

A grande dificuldade de tudo isso é conseguir um bom queijo, caso não se esteja em Minas Gerais. Mesmo lá, não anda sendo fácil encontrar um queijo que cure. Para tanto, ele não pode ter ido à geladeira, não pode ter sido acondicionado em saco plástico e deve ter sido elaborado com leite cru. O contrário de tudo o que a Vigilância Sanitária vem exigindo, talvez numa tentativa de acabar com uma deliciosa "marca registrada" mineira.

domingo, 11 de abril de 2010

Lombo David recheado e enrolado



Este prato foi um pretexto para eu utilizar uma geléia de pimenta que ganhei do Abel essa semana. Procurei na internet alguma receita com a geléia e encontrei uma que, claro, tivemos que adaptar, e ficou bem boa. O lombo ganhou então o acompanhamento de um arroz com salsão e pimenta dedo de moça e de uma caipirinha com a Fortuna de Minas, Schweppes, limão, açúcar e gelo.


Ingredientes:

  • lombo de porco
  • sal
  • pimenta-do-reino branca
  • limão
  • azeite
  • alho amassado
  • ervas finas
  • alecrim
  • presunto sem capa de gordura em fatias
  • geleia de pimenta


MODO DE PREPARAR

Abra o lombo como um grande bife. Tempere-o com sal, pimenta, limão, azeite, alho, ervas finas, alecrim e vinho. Forre a carne com fatias de presunto e enrole como um rocambole. Deixe tomar gosto por 2 horas ou de um dia para o outro. Pincele com o shoyu e leve ao forno numa travessa coberta com papel alumínio. Quando a carne estiver assada, retire o papel alumínio e deixe-a corar um pouco. Depois pincele a geléia de pimenta pela superfície do lombo.

sábado, 10 de abril de 2010

Bolo de Maçãs David

INGREDIENTES
  • 2 xícaras de chá de açúcar
  • 2 xícaras de chá de farinha de trigo
  • 1 xícara de chá de nozes, castanhas-do-pará picadas ou amêndoas ou as 3 juntas
  • ¾ de xícara de chá de óleo de canola
  • 3 ovos inteiros
  • 1 colher de chá de bicarbonato dissolvido em 2 colheres de sopa de leite
  • 1 colher de chá de canela em pó
  • Passas à vontade
  • 4 maçãs, sem casca, picadas
  • Uma pitada de sal

MODO DE PREPARAR

Bater tudo menos a maçã, as castanhas e as passas, que serão misturadas depois com uma colher ou um pão duro. Usar forma untada e com buraco no meio. Assar em forno pré-aquecido por mais ou menos 40 ou 50 minutos a 180º. É demorado. Vá espetando um garfo ou uma faca para testar.

Peneire por cima do bolo, ainda quente, um pouco de açúcar de confeiteiro. Dá um toque especial e não é enjoativo.

A massa fica bem grossa mesmo, não ponha mais leite nem óleo além do recomendado.

domingo, 28 de março de 2010

Porco agridoce David


Eu gosto muito de comida chinesa ou, pelo menos, de 'inspiração chinesa'. Só que há tempos não preparava um prato, por falta de oportunidade, em razão dos convivas usuais torcerem um pouco a cara para ela, sempre que propunha. Em seguida, quando juntamos um grupinho coeso e disposto a tomar vinho seriamente, da mesma forma, a comida oriental ficou meio de lado, pela dificuldade de harmonização.

Ontem à noite, como combinamos uma "sessão de vinhos" meio improvisada na minha casa, pensei em, finalmente, explorar uma possível combinação de vinhos ocidentais com refeição oriental. O escolhido foi este Porco agridoce, que o Pascoal apelidou de Porco xadrez. Que seja! O nome não tem tanta importância.

Como sempre acontece nas receitas aqui postadas, esta também é muito simples, embora sejam necessárias algumas explicações de termos e condimentos, pois a substituição e adaptação é sempre possível.

INGREDIENTES
  • 500 g de carne de porco (lombinho ou filezinho, de preferência)
  • duas ou três cebolas de bom tamanho
  • duas ou três cenouras grandes
  • meio abacaxi
  • alho e alho desidratado, à vontade
  • molho de ostra
  • shoyu
  • óleo de gergelim ou azeite
  • um alho-poró grande
  • um pimentão vermelho
  • amendoim torrado ou castanha de caju picada
  • hung-liu (pó de 5 aromas)
  • pimenta calabresa
  • maisena
  • açúcar mascavo
  • vinagre de arroz
  • saquê ou brandy
  • katchup
  • gergelim torrado
  • gengibre ralado ou em pó
  • sal e pimenta do reino

MODO DE PREPARAR

1- Molho agridoce

Existem centenas de variações deste simpático molhinho. Esta foi a que achei mais adequada para a proposta da noite. Em uma panela pequena coloque duas colheres de sopa de açúcar mascavo, três colheres de sopa de vinagre de arroz, duas colheres de sopa de katchup, uma colher de sopa de óleo ou azeite, sal e pimenta do reino branca à vontade. Misture tudo muito bem, usando um fouet, e leve ao fogo, mexendo sem parar, até que tudo se dissolva e comece a brilhar. Disponha em uma molheira para que cada um se sirva a gosto.

2- Porco agridoce

Uma das características da culinária chinesa é a utilização de fogo muito forte para um cozimento rapidíssimo dos ingredientes, que ficam cozidos mas crocantes. Assim sendo, se normalmente já é uma boa medida fazer um prévio mise-en-place, ao fazer comida oriental, isso é praticamente obrigatório, pela aceleração que o processo toma em certo momento. Assim sendo, algum tempo antes de começar a cozinhar, é necessário limpar, picar, medir, temperar, separar e organizar tudo o que será utilizado.

Comece com a carne de porco, obviamente. Limpe-a, retirando o excesso de gordura que não for desejável e corte tudo em cubos da espessura de um dedo, mais ou menos. Coloque em uma tigela e tempere com vinagre de arroz, gengibre, pimenta branca, óleo ou azeite, saquê ou brandy e uma colher de chá de maisena. Envolva todos os cubinhos nesta mistura, cubra com um filme plástico e mantenha na geladeira até o momento de utilizar.

Descasque e pique as cebolas na metade e depois, cada metade, em quatro. Reserve. Esta é a parte das cebolas que serão consideradas ingredientes. Metade de uma cebola será considerada condimento e para tanto, deverá ser picada bem miúda, ou ralada. Da mesma forma, pique junto ou amasse quanto alho desejar. Um ou dois dentes são suficientes para a maioria dos paladares. Reserve separado do restante da cebola.

Pique as cenouras com a faca em diagonal e girando a cenoura um quarto de volta antes do próximo corte, para que os pedaços fiquem ligeiramente "piramidais". É só um charminho, não tem nenhuma razão prática. Pode-se picá-las em rodelas retas com o mesmo resultado no sabor. Cozinhe no vapor até que estejam "al dente". Reserve em outra tigela coberta.

Retire as folhas do alho-poró, lave-o abundantemente em água corrente, corte em quatro no sentido do comprimento e depois pique perpendicularmente em fatias de cerca da largura de um dedo. Reserve. Descasque e pique também o abacaxi em pedaços semelhantes. Faça o mesmo com o pimentão. Pique as castanhas, ou retire a casquinha marrom dos amendoins e reserve.

Detalhando assim, pode parecer muito trabalhoso, mas não é. Qualquer cozinheiro tem que preparar previamente o que vai cozinhar. Eu apenas listei as coisas que são feitas quase que automaticamente. Agora é que vai começar a preparação do prato propriamente dita. Será necessária a utilização de uma grande wok ou de uma frigideira igualmente grande.

Escolha a boca de fogo mais potente e aí aqueça a panela. Coloque bastante óleo e deixe-o também se aquecer bastante. O uso de óleo de gergelim é interessante porque ele resiste a temperaturas maiores, sem se queimar. Mas atenção: nos mercados existem dois tipos de óleo de gergelim. Um escuro, que faz parte da culinária árabe, e outro claro, que entra na culinária oriental. Este último é o recomendado, pois o outro foi extraído do gergelim torrado e não suporta tanto calor.

Deste ponto em diante, tudo acontecerá em uma velocidade muito alta. Comece fritando a cebola e alho picadinhos. Segundos depois, a mistura já estará dourada, e é hora de entrar com a carne. Não precisa escorrer a vinha d'alhos em que ficou marinando, mas é necessário mexer incessantemente, a fim de não queimar uma parte, deixando a outra crua. Adicione o molho de ostras à vontade. Mais uma vez, uma ou duas colheres de sopa são o suficiente para a maioria dos paladares. Molho de ostras pode ser encontrado em qualquer loja de artigos orientais e entra em várias preparações que não têm, necessariamente, relação com frutos do mar. É salgado, portanto, cuidado com a quantidade do sal que adicionar posteriormente. Após sua total incorporação, adicione pimenta calabresa à vontade e regue com shoyu.

Sempre mexendo e revirando a mistura, junte sucessivamente, os demais ingredientes, cozinhando-os rapidamente. Ajuste o sal, desligue o fogo, polvilhe com bastante hung-liu e com a castanha ou amendoim e abafe, até o momento de servir. Hung-liu também chamado pó-de-cinco-aromas é um condimento que se podia encontrar com facilidade nas lojinhas orientais. Ultimamente, tem sido mais difícil, mas eu ainda consigo comprá-lo no Mercado Central, em Belo Horizonte. Cada um pode também prepará-lo, misturando partes iguais de anis-estrelado, canela, erva-doce, cravo e gengibre, tudo em pó. Seus aromas são fantásticos, fazendo salivar instantaneamente.

Sirva a refeição com o molho agridoce antes mencionado e com arroz chinês colorido, que nada mais é que um arroz preparado da forma usual, mas sobre o qual se despejou, em fio, um ou dois ovos batidos, pouco antes de toda a água se evaporar.

Ontem nós incorporamos algumas lições importantes relativas à harmonização dos vinhos. Provamos três novos vinhos. Dois Cabernet Sauvignon e um Syrah. Começamos com um Cabernet uruguaio que se revelou perfeitamente dispensável na nossa experiência. É o Dom Pascual Roble. Em seguida, provamos um Syrah argentino muito gostoso, mas cujo paladar nos foi difícil situar. Trata-se do D.V. Catena. O terceiro vinho da noite, e aquele que mais agradou na prova foi o Cabernet argentino Finca Perdriel Terruño. Todas as resenhas, como sempre, estão no nosso blog de vinhos, o Adegazinha.

Quando provamos cada um dos vinhos acompanhando a refeição, tudo foi subvertido. O pior vinho da noite, o Dom Pascual, continuou ruim, mas não piorou e nem comprometeu o que se comia. O vinho que mais havia agradado, o Finca Perdriel, ficou horrível e também deixou a comida desagradável. Já o Syrah D.V. Catena, não só se valorizou, como também valorizou a refeição. Foi um resultado inesperado. Embora imaginássemos que seria difícil acertar um vinho com comida de sabores tão múltiplos e variados, nunca poderíamos suspeitar de resultados tão surpreendentes.

Assim é a vida, não? Quanto mais se vive, mais se aprende. Bom apetite!

quarta-feira, 24 de março de 2010

Linguado ao forno David, com batatas ao murro


O feriado de ontem na cidade foi apenas mais um motivo para nosso pequeno grupo se reunir, comer e beber, claro. A proposta era tomar espumantes com algo leve, numa despedida do verão que se recusa a ir definitivamente.

Lembrei-me do excelente Robalo que meu irmão Silas fez há alguns dias, pedi-lhe detalhes de sua preparação e montei minha própria versão, usando Linguado como base. Só posso adiantar que é o tipo de comida que o gato não come: não sobra pra ele!

INGREDIENTES

  • 2 quilos de linguado
  • 150 ml de vinho branco (usei um Chardonnay chileno)
  • 50 ml de vinagre balsâmico
  • 100 ml de azeite de oliva extra-virgem
  • 3 ou 4 cebolas de bom tamanho
  • um grande pimentão amarelo
  • 1 kg de tomates concassé
  • 1 kg de batatas miúdas
  • alcaparras, à vontade
  • sal
  • pimenta do reino moída na hora
  • uma colher (sobremesa) de estragão desidratado
  • alho desidratado
  • aipo em pó


MODO DE PREPARAR

Caso o peixe esteja congelado ou não vá ser preparado no momento em que for comprado, coloque-o em um refratário e espalhe bastante limão sobre ele. Cubra-o com um filme plástico e mantenha na geladeira até o momento de iniciar a preparação. Este é um cuidado básico de segurança, a ser tomado sempre que se utilizam frutos do mar.

Comece preparando as batatas. Caso não consiga encontrar aquelas batatinha bem pequenas, utilizadas para conserva, escolha as menores que puder. Lave-as minuciosamente e cozinhe em bastante água salgada. Após escorrer a água, enquanto ainda estiverem um pouco quentes, amasse-as com as mãos, ou dê-lhes uma pequena pancada, a fim de quebrar a frágil casca. Organize-as em um refratário que possa ir à mesa, regue com bastante azeite de oliva, salpique sal e bastante alho desidratado. Reserve.

Algum tempo antes de assar o peixe, retire-o da geladeira, lave-o com cuidado, retirando todo o sinal de limão, e prepare uma vinha d'alhos em que se misturam o vinho, o azeite, o estragão, a pimenta, sal e aipo em pó. A "mágica" do aipo em pó é que, com a sua utilização, além do aroma característico obtido, pode-se usar menos sal, o que é sempre prudente.

Corte o peixe em pedaços equivalentes a uma porção e arrume-o sobre outro refratário que possa ir à mesa, e sobre o qual já foi feita uma "cama" de cebolas cortadas à julienne. Salpique sal, de preferência marinho e moído na hora, pimentas, e derrame a vinha d'alhos por cima. Cubra com um novo filme plástico e volte com ele para a geladeira, até o momento de assar.

Antes de levar ao forno, cubra o peixe com mais cebola, o pimentão amarelo e o tomate, também cortados à julienne, salpique mais pimenta do reino, caso goste, e derrame mais um fio de azeite sobre tudo. Cubra com papel alumínio e leve ao forno baixo por 30 a 45 minutos. Depois desse tempo, retire o alumínio e coloque no forno o refratário com as batatas. Eleve a temperatura do forno à máxima e deixe cerca de 15 minutos. Após esse tempo, desligue o forno e deixe os refratários lá dentro, até o momento de levá-los à mesa. Salpique bastante alcaparra e sirva com arroz branco.

O vinho que melhor se comportou com este peixe foi o prosecco Valdo, mas o cava Codorníu também harmonizou perfeitamente.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Pasta al gamberi David


INGREDIENTES

  • 500 g da pasta de sua preferência (talharim, por exemplo)
  • 500 g de camarões de bom tamanho, sem casca
  • 500 g de tomate concassé
  • Duas cebolas de bom tamanho
  • 3 dentes de alho de bom tamanho
  • 50 g de bacon picado
  • Um fio de azeite de oliva
  • Sal, açúcar, estragão e pimenta a gosto.


MODO DE PREPARAR

Primeiro o tomate. Retire o cabinho e faça uma cruz na outra extremidade. Mergulhe-o na água fervendo e, imediatamente, em água gelada ou corrente. Agora é só puxar a casca, que sairá com a maior facilidade. Retire e descarte as sementes e pique o tomate bem miúdo. Reserve. Tomate concassé é apenas o tomate sem pele e sem sementes.

Pique o bacon, o alho e a cebola e reserve. Ferva uma boa quantidade de água salgada e despeje sobre o camarão. Reserve.

Em uma panela funda e quente, coloque um fio de azeite. O macete de esquentar a panela antes de colocar a gordura é para que se reduza o risco de a comida agarrar no fundo. Sobre o azeite bem quente, frite o bacon até que toda sua gordura tenha sido extraída e ele esteja dourado. Agora frite a cebola e o alho, desprendendo seus aromas, mas cuidando para não queimar. Agora é a hora do tomate. Acrescente-o, mexa bastante e deixe cozinhar. Mexa de vez em quando e deixe reduzir os líquidos que se desprendem. Tempere com sal, pimenta e uma colherinha de açúcar para destacar o sal e cortar a acidez do tomate. Perfume com um pouco de estragão desidratado ou outra erva de sua preferência.

Após vinte ou trinta minutos em fogo brando, o molho estará pronto. Reserve-o. Quando os convidados chegarem, coloque uma panela grande com água e sal a ferver e comece com os vinhos que, afinal de contas, são o motivo das reuniões. Um belo rosé é a pedida certa para este prato. Uma sugestão, caso se consiga encontrá-lo, é o Norton Mil Rosas.

Quando for hora da refeição, coloque a pasta para cozinhar e, no mesmo momento, acrescente o camarão ao molho de tomates, ligando o fogo. Assim que levantar fervura, desligue o fogo e reserve. Deixe a pasta ficar al dente, escorra-a e junte ao molho, em um recipiente fundo que possa ir à mesa. Normalmente, pastas com molhos de frutos do mar não requerem parmesão ralado por cima. Mas as regras foram feitas para ser quebradas e, se alguém o desejar, não há nenhum problema em servi-lo. A regra que nosso grupinho segue com mais fervor é a de preparar comidas simples, fáceis de preparar, e que destaquem os vinhos e o prazer da companhia.

Bom apetite!